Com medo do “cancelamento”, cristãos têm deixado de pregar o evangelho, diz pastor


Os meios de comunicação sofreram profundas mudanças nos últimos anos, permitindo com que a Igreja de Cristo possa expandir a mensagem do evangelho. No entanto, com medo da “cultura do cancelamento”, muitos cristãos têm deixado de pregar a palavra.

Essa é a conclusão do pastor, escritor e conferencista Renato Vargens. O líder religioso da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro, apontou que o avanço do “politicamente correto” vem conseguindo intimidar a população dentro e fora do mundo virtual.

“No Canadá, por exemplo, não é possível mais falar de Cristo em praça pública ou distribuir folhetos evangelísticos, visto que tais ações poderiam afrontar a fé de alguém”, disse ele em seu artigo para o Pleno News.

“Vivemos numa época em que o politicamente correto rege não apenas nossa vida, mas também nossas falas e as redes sociais. Nessa perspectiva, com medo do ‘cancelamento’, muitos tem preferido omitir-se quanto à mensagem do evangelho”, alertou o pastor.

Lamentando o contexto atual, Vargens disse que elementos básicos, porém de extrema importância na doutrina cristã, tais como o ensino sobre o pecado e condenação eterna, estão deixando de ser ensinados por causa do politicamente correto.

O pastor citou a passagem de Mateus 5:13-14, onde Jesus Cristo afirma que os seus discípulos são o “sal da Terra” e a “luz do mundo”, no sentido de que não podem abrir mão dos valores e princípios ensinados pela Palavra de Deus, o que significa entrar em confronto com o mundo, se preciso.

“Nós não fomos chamados por Deus para fazer vista grossa ao pecado dos filhos de Adão. Nós não fomos chamados para nos calar diante da miséria e de todo tipo de iniquidade que afronta a santidade de Deus”, disse Vargens.

Por fim, o pastor Renato Vargens lembra ainda que o próprio Jesus Cristo não foi “politicamente correto”. Isto é, o Filho de Deus que tira o pecado do mundo não se preocupou com o “cancelamento” promovido pela cultura vigente em sua época.

“Você não vê o Senhor sendo politicamente correto, visando com isso à multiplicação de seus seguidores. Pelo contrário, nosso Senhor sempre confrontou o pecado ainda que isso lhe trouxesse ‘cancelamento’, como de fato aconteceu”, concluiu o pastor.

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